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  • Prévia da inflação acelera a 0,84% com alta em mensalidades escolares


    A prévia da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), acelerou de 0,20% em janeiro para 0,84% em fevereiro, pressionada principalmente pelos reajustes nas mensalidades de escolas e cursos no início do ano letivo. 

    De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o indicador acumula alta de 1,04% no ano e de 4,10% em 12 meses, abaixo dos 4,50% registrados no mesmo intervalo imediatamente anterior.

    Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, oito registraram alta em fevereiro. A maior variação foi observada no grupo educação, que avançou 5,20%, com destaque para os cursos regulares, que subiram 6,18%. As maiores altas ocorreram no ensino médio (8,19%), no ensino fundamental (8,07%) e na pré-escola (7,49%).

    O grupo transportes também exerceu pressão relevante sobre o índice, ao avançar 1,72% no mês. O principal impacto veio das passagens aéreas, que dispararam 11,64%. Entre os combustíveis, houve alta média de 1,38%, com aumento nos preços do etanol em 2,51%, da gasolina em 1,30% e do óleo diesel em 0,44%. Em sentido oposto, o gás veicular registrou queda de 1,06%.
     

    Alimentação 

    No grupo alimentação e bebidas, que avançou 0,20% e contribuiu com 0,04 ponto percentual para o índice, a alimentação no domicílio teve alta de 0,09% em fevereiro. Entre os maiores aumentos, destacaram-se o tomate, que disparou 10,09%, e as carnes, que subiram 0,76%.

    Em contrapartida, o arroz recuou 2,47%, o frango em pedaços caiu 1,55% e as frutas tiveram queda de 1,33%. A alimentação fora do domicílio registrou aumento mais expressivo, de 0,46%, impulsionada pela alta das refeições, de 0,62%, e dos lanches, de 0,28%.

    O grupo habitação registrou alta de 0,06% em fevereiro, após queda em janeiro. A energia elétrica residencial, que recuou 1,37%, foi o subitem com maior impacto negativo no índice, contribuindo para aliviar a pressão sobre a inflação. Já o grupo vestuário apresentou a única variação negativa do período, com preços caindo 0,42%.

     

    Fonte: Correio Braziliense



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