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    Revisões no orçamento e ajustes do fluxo de caixa

    Empresários devem evitar desperdícios e buscar a assertividade nas ações

    Toda crise financeira traz mudanças na economia, bem como no comportamento das empresas. Com a restrição ao crédito e aumento das taxas de juros, o fluxo de caixa das empresas requer atenção e um forte empenho dos empresários na revisão do orçamento para o próximo ano. De acordo com o consultor de negócios Marco Aurélio Militelli, diretor da Militelli Business Consulting, é necessário que haja eficiência na gestão empresarial, em momentos de grandes oscilações na economia.

    “Quando menciono eficiência, refiro-me a dois pontos fundamentais: não desperdício de qualquer natureza e assertividade nas ações”, conta Militelli. Ele explica que o primeiro refere-se não apenas à contenção de despesas e custos, mas a gastar exatamente o necessário, em termos de tempo e dinheiro para realização das tarefas, sejam elas produtivas, administrativas ou comerciais. ”As funções relacionadas à controladoria precisam ser simplificadas ao máximo, para que seja possível ao empresário analisar resultados de suas decisões e operação, em detalhes.”

    Quanto à revisão do orçamento, é ideal que os horizontes das decisões tomadas sejam menores para permitir correções rápidas de rumo. A velocidade de reação àquela decisão não assertiva será tão fundamental quanto o próprio direcionamento. “Sou partidário da criação de planos e orçamentos que possibilitem revisões trimestrais. A ação pode demandar grande esforço, mas em momentos de crise é quando se cresce”, ressalta o consultor. Decisões orçamentárias, planos de negócios e metas precisam ser revistos, diante da incerteza do momento.

    Dessa forma, é difícil estipular o que se deve cortar em uma empresa, pois cada organização e setor são diferentes e com realidades diversas. Por isso, para Militelli, cada situação deve ser analisada criteriosamente pelos empresários e administradores responsáveis. “Para suportar essa agilidade, recomendo que as rotinas diárias da direção e gerência sejam revisadas, diminuindo a distância entre a alta direção e os demais níveis hierárquicos, sem perder a praticidade”, explica Militelli.

    ·    Recomendações

    Algumas recomendações de Militelli podem servir em quase todas as situações empresariais. São elas: privilegie a liquidez; fique com dinheiro disponível, pois ele poderá ser útil para emergências, ou até para um bom investimento que surgirá; permaneça com foco no direcionamento e plano da empresa; e promova mudanças contínuas, criando flexibilidade organizacional. “A crise poderá retardar ou conturbar a realização das metas pretendidas, mas se a empresa estiver adequadamente posicionada em seu mercado, e com estrutura e processos otimizados, deverá seguir em frente.”

    Os empresários devem estar conscientes que, em tempos de crise, a velocidade das mudanças nas organizações também deve ser alta e que há uma diferença sutil entre persistência e teimosia. Para o consultor, não se pode ser teimoso, em tempos de crise. Se a mudança promovida não trouxer o benefício pretendido, mude até conseguir o que pretende.